abril 30, 2019

Da Vinci pelo mundo



Antiga Pinacoteca, Munique
'A Virgem do Cravo'

Coleção do Duque de Buccleuch, Escócia
'Virgem do Fuso'

Coleção particular
'Maria Magdalena'

Coleção privada , Nova York
'Virgem do Fuso' (Madona Tecelã)

Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque
'Salvator Mundi'

Museu Czartoryski, Cracóvia
'Dama com Arminho'

Museu Hermitage, São Petersburgo
'Virgem Benois'
'Madona Litta'

Museu do Louvre, Paris
'A Anunciação' (predella)
'Virgem das Rochas'
'La Belle Ferronnière'
'Mona Lisa' ou 'La Gioconda'
'A Virgem e o Menino com Santa Ana'
'São João Batista' (com os atributos de Baco)
'São João Batista'

Museu do Vaticano, Vaticano
'São Jerónimo no deserto'

National Gallery, Londres
'Virgem das Rochas'
'A Virgem, o Menino, Sant'Ana e São João Batista'

National Gallery of Art, Washington
'A Virgem de Granada'
'Ginevra de' Benci'

Pinacoteca Ambrosiana, Milão
'Retrato de Mulher de Perfil'
'Retrato de um Músico'

Santa Maria delle Grazie, Milão
'A Última Ceia'

Uffizi, Florença
'O Batismo de Cristo'
'A Anunciação'
'A Adoração dos Magos'


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in Pesquisa internet; fontes: Estadão e Wikipédia – 2019.
Imagem:  Giampetrino, Carlo Pedretti – Maria Magdalena,  Leonardo da Vinci



Os benefícios da computação em nuvem


Classificações da nuvem

Os sistemas de computação em nuvem podem se limitar a uma única organização ou empresa. Nesse caso, são chamadas de nuvens corporativas. Ou podem estar disponíveis a um grande número de organizações; chamam-se, então, nuvens públicas. Ou podem ser híbridas, isto é, uma combinação de ambos os modelos, pública e privada. A Amazon AWS é considerada a maior nuvem pública do mundo. No Brasil, há uma colaboração muito positiva entre os grandes provedores de cloud computing e operadoras como a Embratel – que dispõe dos mais modernos data centers do País e oferece a seus clientes todas as aplicações da nuvem.


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in Os benefícios da computação em nuvem; Estadão – Mundo Digital – 28/04/2019.
Imagem:  Bruno Lalardo – To Bi Twin



abril 29, 2019

Nego Dito




Meu nome é Benedito João dos Santos Silva Beleléu
Vulgo Nego Dito, Nego Dito
Me chamo Benedito João dos Santos Silva Beleléu
Vulgo Nego Dito, Nego Dito Cascavel

Eu me invoco eu brigo
Eu faço e aconteço
Eu boto pra correr
Eu mato a cobra e mostro o pau
E provo pra quem quiser ver e quiser provar
Me chamo Benedito João dos Santos Silva Beleléu

Tenho o sangue quente
Não uso pente meu cabelo é ruim
Eu sou nascido no Bixiga
E provo pra quem quiser ver e quiser provar
Me chamo Benedito João dos Santos Silva Beleléu

Não gosto de gente
Nem transo parente
Eu fui parido assim
Apaguei um no Paraná, pá, pá, pá, pá, pá, pá!... pá pá!
me chamo Benedito João dos Santos Silva Beleléu

Quando estou de lua
Saio para a rua pra poder arrumar
Destranco a porta a pontapé
E provo pra quem quiser ver e quiser provar
Me chamo Benedito João dos Santos Silva Beleléu

Se chama polícia
Eu viro uma onça
Eu quero matar...
A boca espuma de ódio
A boca espuma de ódio
A boca espuma de ódio
A boca espuma de ódio

Meu nome é Benedito João dos Santos Silva Beleléu
Vulgo Nego Dito, Nego Dito
Me chamo Benedito João dos Santos Silva Beleléu
Vulgo Nego Dito, Nego Dito Cascavel


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in Beleléu, Leléu, Eu; Assumpção, Itamar – Lira Paulistana – 1980.
Imagem:  Lizete Nogueira Palácios (Sacuzim, 2019)


Café Balanço



To The Moon



Na iconografia egípcia antiga, a Lua é tipicamente encontrada equilibrada na cabeça do deus Khonsu, cujo nome significa "viajante" ou "desbravador". Khonsu era responsável por acompanhar os espíritos em sua viagem póstuma, defendendo-os contra os demônios. 
Celtas da Idade do Bronze podem ter colocado a Lua no centro de um sistema espiritual similar. Para ajudar as almas que partem a navegar por sua jornada através do além, um mapa lunar foi esculpido em um túmulo de 5.000 anos de idade no condado de Meath, na Irlanda. Criada engenhosamente dentro da tumba para que seja iluminada pela própria Lua enquanto desliza pelo céu noturno, o mapa representa a mais antiga tentativa conhecida de um artista de capturar fielmente a compleição craterosa do corpo celeste, como na verdade aparece de perto.


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in The moon, one of the earliest human symbols; BBC Culture – 2019/03/26.
Imagem:  Laurie Anderson and Hsin-Chien Huang – To The Moon



To the Moon VR Installation Intro

Relatos de um peregrino russo



– O que deseja de mim?, perguntou-me.

– Soube que é um homem sábio e piedoso; por isso eu lhe peço em nome de Deus que me explique o que significam estas palavras do Apóstolo: Orai sem cessar, e como é possível orar assim. É isto que desejo compreender e até o momento não tenho conseguido alcançar.


O fidalgo permaneceu em silêncio, olhou-me atentamente e disse:


– A oração interior é o esforço incessante do espírito humano para atingir a Deus. Para obter sucesso neste benéfico exercício, convém pedir com muita constância ao Senhor para que nos ensine a orar sem cessar. Reze mais e com mais zelo, a prece o fará compreender por si só como torná-la perpétua; mas para tanto será preciso muito tempo.


Com estas palavras, ele me fez servir uma refeição, deu-me algumas coisas para o caminho e me deixou. 
Mas ele não havia me explicado nada.


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in Relatos de um Peregrino Russo; Anônimo de século XIX – 4ª edição – Editora Vozes – 2013.
Imagem:  Nikolai Roerich (Peregrino na Cidade Radiante, 1933)


abril 28, 2019

Goulart, Maria Thereza



Dona Maria Tereza,
diga a seu Jango Goulart,
que a vida está uma tristeza, 
que a fome está de amargar,

E o povo necessitado, 
precisa um salário novo,
mais baixo pro deputado, 
mais alto pro nosso povo.

Dona Maria Tereza,
assim o Brasil vai pra trás,
quem deve falar, fala pouco,
Lacerda já fala demais.

Enquanto feijão dá sumiço,
e o dólar se perde de vista,
o Globo diz que tudo isso,
é culpa de comunista.

Dona Maria Tereza,
diga a seu Jango porque,
o povo vê quase tudo,
só o parlamento não vê,

Dona Maria Tereza,
diga a seu Jango Goulart,
lugar de feijão é na mesa,
Lacerda é noutro lugar háháhá!



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in As Músicas Proibidas de Juca Chaves; Chaves, Juca – Imperial (4) ‎– IMP. 30.122, Odeon ‎– BR-XLD 10.821, - Lado A - Faixa 01 - Dona Maria Tereza, 1968.
Imagem:  Book cover in internet

novembro 24, 2011

sister tereza eu loviu


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in On The Us; Maison, Inas – Legal Records – UK, 1979.
Ilustração: 15 in One; Uploulin Ried

janeiro 22, 2011

In Par


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INFORMAÇÕES GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DOS CASAMENTOS

1. Valores vigentes para cerimônia religiosa no ano de 2010:
Dizimistas: R$550,00
Não dizimistas: R$600,00

1.1. Casamento religioso com efeito civil:
Dizimistas: R$600,00
Não dizimistas: R$650,00

1.2. Taxa de transferência: R$130,00

1.3. Bodas (Ouro, Prata, Diamante, etc.): R$250,00 (sem Missa)

2. Não é permitido jogar pétalas de flores na passadeira central e no presbitério, antes, durante e depois da cerimônia.

3. Os noivos que realizarem a festa no salão da Igreja receberão os cumprimentos no próprio salão. Os que não realizarem a festa no salão da Igreja, se desejarem, receberão os cumprimentos do lado de fora da Igreja, no estacionamento.

4. São permitidos 07 (sete) casais de padrinhos no máximo para cada noivo.

5. Trata-se de uma cerimônia religiosa e, por isso, solicitamos o respeito e a colaboração dos padrinhos no presbitério, antes, durante e após a cerimônia.

6. Número de músicas permitido: 06 (seis): Cortejo (entrada do noivo e padrinhos), entrada da noiva, entrada de alianças, bênção das alianças, cumprimentos e saída.

7. MÚSICA: Os músicos deverão usar as tomadas que lhes forem indicadas e se postar apenas do lado esquerdo da Igreja. Deverão trazer toda a aparelhagem. A Igreja não cederá nenhum aparelho ou caixa de som. A taxa de colaboração para a Igreja é de R$250,00 por evento realizado pelos não credenciados pela paróquia e de R$100,00 pelos credenciados pela paróquia. O acerto deverá ser feito na secretaria, pelos próprios músicos, com 15 dias de antecedência do evento, mediante assinatura de um contrato. Caso o acerto não seja feito na data estipulada o profissional será impedido de exercer suas atividades no evento programado.

7.1. Caso os noivos não queiram participação de grupos musicais e sim a colocação de CD, será colocado CD indicado pela Igreja, com músicas especiais para casamentos. O valor para colocação de CD é de R$50,00 por casamento. Esse valor deverá ser pago à paróquia juntamente com o pagamento da taxa do casamento.

8. ORNAMENTAÇÃO: A floricultura encarregada da ornamentação deverá fazê-la no horário das 13:00 às 15:30 horas impreterivelmente.

8.1. Não é permitido colar fita adesiva no chão.

8.2. Não é permitido retirar ou remover colunas que estejam no presbitério.

8.3. A taxa de colaboração para a Igreja é de R$250,00 por evento realizado pelos não credenciados pela paróquia e de R$100,00 pelos credenciados pela paróquia. O acerto deverá ser feito na secretaria, pelas próprias floriculturas, com 15 dias de antecedência do evento, mediante assinatura de um contrato. Caso o acerto não seja feito na data estipulada o profissional será impedido de exercer suas atividades no evento programado.

8.4. Se os noivos desejem usar a passadeira (vermelha) da Igreja o valor do aluguel é de R$70,00.

8.5. Se houver mais de um casamento marcado para o mesmo dia o valor da decoração será dividido entre os casais do dia.

9. FOTOGRAFIAS: os fotógrafos deverão usar as tomadas que forem indicadas pela Igreja.

9.1. Favor manter ordem e respeito durante a cerimônia.

9.2. A taxa de colaboração para a Igreja é de R$250,00 por evento realizado pelos não credenciados pela paróquia e de R$100,00 pelos credenciados pela paróquia. O acerto deverá ser feito na secretaria, pelos próprios fotógrafos, com 15 dias de antecedência do evento, mediante assinatura de um contrato. Caso o acerto não seja feito na data estipulada o profissional será impedido de exercer suas atividades no evento programado.

10. ESTACIONAMENTO: O valor do estacionamento de cada carro é de R$10,00 e deverá ser pago ao manobrista da paróquia assim que o carro for estacionado, antes da cerimônia do casamento.

10.1. Os veículos dos fotógrafos, músicos e floricultura, caso estejam estacionados no pátio da Igreja no momento do casamento, também deverão pagar a taxa de R$10,00 ao manobrista do estacionamento, antes da cerimônia.

11. BUFÊS E DOCEIRAS: Os noivos poderão alugar o salão paroquial (informações abaixo) usando ou não Bufê, usando ou não a cozinha da paróquia.

11.1. A taxa de colaboração para a Igreja é de R$250,00 por evento realizado pelos não credenciados pela paróquia e de R$100,00 pelos credenciados pela paróquia. O acerto deverá ser feito na secretaria, pelos próprios Bufês, com 15 dias de antecedência do evento, mediante assinatura de um contrato. Caso o acerto não seja feito na data estipulada o profissional será impedido de exercer suas atividades no evento programado.

12. A Igreja conta com empresas credenciadas: floriculturas, fotógrafos, músicos e bufês, para que os noivos tenham maior comodidade ao escolher os serviços para seu casamento. Todas as empresas que são nossas parceiras estão enquadradas nas normas que regulamentam o casamento na Paróquia Sant’Ana.

13. Caso os noivos desejem trabalhar com profissionais não credenciados pela paróquia, os mesmos deverão ser informados sobre nossas normas e principalmente sobre a taxa de colaboração de 10%.

NOTA: Os noivos declaram estarem cientes de que a Paróquia Sant’Ana, não tem responsabilidade de qualquer natureza em relação às pessoas e empresas por ela indicadas, seja ela civil, penal, tributária, trabalhista, financeira e outras.

14. HORÁRIO: Noivos, familiares e padrinhos deverão cumprir religiosamente o horário marcado para o casamento.

14.1. Os horários das cerimônias são os seguintes: 18:30h, 19:30h e 20:30h. Cada casamento terá direito a 55 minutos, para que a cerimônia seguinte não seja prejudicada por causa do horário. Assim sendo, o casamento que for realizado às 18:30 horas deverá terminar exatamente às 19:25 horas e assim sucessivamente.

14.2. Caso ocorra atraso, serão descontados os minutos do mesmo e se necessário serão cortadas músicas, entradas de alianças ou cumprimentos no altar.

14.3. O noivo deverá chegar 20 minutos antes do horário trazendo certidão de casamento civil e se dirigir à Sacristia.

REGULAMENTO DO ALUGUEL DO SALÃO PAROQUIAL

15. Os valores do aluguel do salão paroquial sem utilização da cozinha são:
Dizimistas: R$800,00
Não dizimistas: R$850,00

16. Os valores do aluguel do salão paroquial com utilização da cozinha são:
Dizimistas: R$350,00
Não dizimistas: R$400,00

17. O uso do salão será permitido pelo período de 04 (quatro) horas para apenas uma festa por dia. Será dada preferência para o casal que primeiro solicitar e assinar o contrato de aluguel.

17.1. Se o período de 04 horas for ultrapassado será cobrada multa de 50% do valor do aluguel.

18. Os convidados dos noivos que alugarem o salão para a festa, caso não seja o casamento das 20:30 horas, deverão estacionar os carros no estacionamento da Av. Cruzeiro do Sul, que fica nos fundos da Igreja, ao lado da estação do metrô. O motorista poderá deixar os passageiros na porta da igreja e se dirigir para o estacionamento da Cruzeiro do Sul.

19. No ato da assinatura do contrato do aluguel do salão, os noivos deverão deixar um cheque caução, com o valor da multa, que só será descontado pela paróquia caso ocorra desrespeito ao item 03 deste livreto. Caso tudo esteja de acordo com o item 03, o cheque será devolvido aos noivos, no final da festa, pelo funcionário do estacionamento que é também, funcionário da igreja.

20. Itens contidos no salão paroquial:
- 50 mesas de metal.
- 200 cadeiras.
- 04 latões plásticos de lixo, com sacos de lixo.
- O salão não contém aparelhagem de som e nem iluminação especial.

21. Itens contidos nos banheiros do salão paroquial:
- 02 banheiros: feminino e masculino.
- Cada banheiro tem 02 vasos sanitários e o banheiro masculino tem, também, mictório.
- 04 rolos da papel higiênico em cada banheiro.
- 03 cestos de lixo com saco de lixo em cada banheiro.
- 01 papeleiro, com papel, para enxugar as mãos em cada banheiro.
- 01 suporte com sabão líquido em cada banheiro.22. Itens contidos na cozinha:

22. Itens contidos na cozinha:
- 02 geladeiras industriais.
- 01 fogão industrial com 06 bocas.
- 03 pias.
- 02 frezzers.
- 01 forno elétrico.
- As panelas e utensílios de cozinha pertencentes à paróquia não poderão ser utilizados.
- Solicitamos que o salão e a cozinha sejam deixados em ordem e que o lixo seja colocado nos latões.

23. O pagamento do aluguel do salão deverá ser efetuado, na secretaria, 10 dias antes do evento.
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dezembro 28, 2010

Cortez the Killer




by Neil Young, album Zuma. Recorded with Young's band Crazy Horse, 1975

novembro 08, 2010

Erro de português


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Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
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in Poesias Reunidas; Andrade, Osvald de – Civilização Brasileira, 3ª. edição – Rio de Janeiro, 1972.
Imagem: Guinigui

outubro 25, 2010

Aquiri juquilá I

Homem é detido ao andar nu em praia no litoral de SP


Caso aconteceu nesta segunda-feira (25), em Caraguatatuba.
De acordo com a polícia, ele tem problemas psicológicos.


Do G1 SP, com informações da TV Vanguarda



Um homem foi detido pela polícia na manhã desta segunda-feira (25) em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, por caminhar nu pela praia.


Ele, que não teve a identidade revelada, foi levado para o Hospital Stela Maris, onde foi recebido por uma assistente social.

De acordo com a polícia, o homem tem problemas psicológicos e ficará internado.
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in g1.globo.com/sao-paulo/noticia/

julho 01, 2010

Tapir




in O Guarani; Alencar, José de – Segunda Parte; Peri; VI Nobreza; pg. 221 – Ateliê Editorial – Cotia, 2002

maio 03, 2010

Noites



O tigre evoca, de forma geral, as idéias de poder e ferocidade; o que só comporta sinais negativos. É um animal caçador e, nisso, um símbolo da casta guerreira. Tanto na geomancia quanto na alquimia chinesa, o tigre opõe-se ao dragão; mas se vem a ser, no primeiro caso, um símbolo maléfico, é, no segundo, um principio ativo, a energia, em oposição ao principio úmido e passivo, o chumbo oposto ao mercúrio, sopro do sêmen.

Os Cinco Tigres, símbolos de força protetora, são os guardiões dos quatro pontos cardeais e do centro. Alias, através da história e nas lendas chinesas dá-se repetidamente o nome de Cinco Tigres (Wu ho) a grupos de guerreiros valorosos, protetores do império. O aparecimento de um tigre-branco é um sinal de virtude real. O tigre é mais especificamente um animal do norte, do solstício de Inverno, onde devora as influências maléficas. Se por vezes é a montaria de um Imortal, é porque ele próprio é dotado de longevidade. Sua força simboliza ainda, no budismo, a força da fé, do esforço espiritual, atravessando a selva dos pecados, que é simbolizada por uma floresta de bambus.

Na iconografia hindu, a pele do tigre é um troféu de Xiva. O tigre é a montaria da Xácti, da energia da natureza, a quem Xiva não se encontra submetida, mas ao contrário, dominada por ele (CHOC, DANA, GRAD, GUES, KALL, LECC, OGRJ).

Monstro da escuridão e da lua nova, é também uma das figuras do mundo superior, o mundo da vida e da luz nascente. Ele é muitas vezes reproduzido, deixando sair da goela um ser humano, representado por uma criança. É o ancestral do clã, identificado com a lua que renasce: a luz que retorna (HENL, ELlT, 161).

Na Malásia, o curandeiro tem poder de transformar-se em tigre. Não podemos esquecer que em todo o sudoeste asiático, o Tigre-Ancestral mítico é visto como o iniciador. É ele quem conduz as neófitas à selva para iniciá-las, na realidade, para matá-las e ressuscitá-las (ELlC. 306),

Na Sibéria, para os gilíacos, o tigre, devido à sua vida e hábitos, é um verdadeiro homem, que apenas temporariamente assume o aspecto de tigre (ROUF, 303, citando Zelenine, Le Culte des Idoles en Sibérie, Paris, 1952).

O aparecimento do tigre nos sonhos provoca uma angústia ao acordar. Reanima os terrores gerados pela aproximação da fera na floresta, ou por sua visão nos jardins zoológicos ou circos. Belo, cruel, rápido, o tigre fascina e apavora. Segundo E. Aeppli, nos sonhos ele representa um conjunto de tendências que se tomaram completamente autônomas e que estão sempre prontas para nos atacar inesperadamente e para nos despedaçar. Sua poderosa natureza felina encarna um conjunto de forças instintivas, cujo encontro é tão inevitável quanto perigoso; essa natureza é astuciosa, menos cega do que a do touro, mais feroz do que do cão selvagem, apesar de igualmente inadaptada. Esses instintos mostram-se sob o seu mais agressivo aspecto, porque, presos na selva, tornaram-se completamente desumanos. O tigre fascina, no entanto: É grande e poderoso, embora não tenha a dignidade do leão. É um pérfido déspota que desconhece o perdão. Ver aparecer um tigre nos seus sonhos significa estar perigosamente exposto à bestialidade dos seus impulsos instintivos (AEPR, 265).

Ele simboliza o obscurecimento da consciência submersa nas ondas de seus desejos elementares desencadeados. Mas embora lute contra animais inferiores, como répteis, conforme vemos em certas representações, é uma figura superior da consciência; mas, ao lutar contra um leão ou uma águia, passa a figurar apenas o instinto de cólera que procura saciar-se, opondo-se a qualquer proibição superior. O sentido do símbolo varia, como sempre, conforme a situação dos seres em conflito.

Uma lenda grega, relatada por Plutarco, explica por que o nome de Tigre foi dado a um rio da Mesopotâmia, denominado anteriormente Solax. Para seduzir uma ninfa da Ásia, Afesibéia, por quem estava apaixonado, Dioniso transforma-se em tigre. Tendo chegado à margem do rio, ela não pôde continuar fugindo e deixou-se agarrar pela fera, que a ajudou a passar para a outra margem. Seu filho, Medes, foi o herói epônimo dos medos e o rio tomou o nome de Tigre. Em memória à ninfa e ao deus que se haviam unido em suas margens (GRID, 29).

Segundo outras lendas, de origem babilônica, o Tigre haveria nascido dos olhos de Marduk, o Criador, ao mesmo tempo que o Eufrates. Na Bíblia, é um dos quatro rios do Paraíso Terrestre. No seu contexto sumério-acadiano. o Tigre assume uma significação de destaque: o curso da água cósmica, cercando a terra como uma ilha, evoca o célebre Oceano terrestre. o Apso do qual os textos cosmogônicos e cosmológicos da Mesopotâmia tanto falam (SOUN, 220). O Apso tem uma função característica na gênese do mundo: considerado como uma divindade masculina, representa a massa de água doce sobre a qual flutua a terra. Tem sua fonte no Oriente, próxima às montanhas do sol, e envolve o mundo como um rio circular. É ele que alimenta nossos cursos de água (ibid., 119). O Tigre, como rio, simbolizaria a água doce, por oposição ao mar, abismo de água salgada donde surgem todas as criaturas.


in Dicionário de Símbolos; Chevalier, Jean e Gheerbrant, Alain – José Olympio – Rio de Janeiro, 1982

março 01, 2010

Viva Piva!


A grande poesia de Roberto Piva precisa de ajuda. Este evento é para arrecar fundos visando o tratamento da sua delicada saúde. Pedimos a colaboração na divulgação. Para doações à distância, seguem seus dados bancários:
Itaú – 341
Agência: 0036
Conta corrente: 20592-0
CPF 565 802 828-00
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